sábado, 30 de maio de 2015

Naquela porta

Bati à porta da tua alma,
Mas tu deste um sinal de ausência,
Esperei por ti
Ao amanhecer,
E sem querer
Fugiu-me a paciência.

Naquela janela embaciada
Ficou no dia da minha partida,
A tua mão marcada,
Durante uma certa temporada,
Até que a encontraste.

Naquela cama de casal
Vi-te correr sonâmbula
Naquelas noites
Onde o vendaval
Assobiava,
Eu entre lençóis
Sozinha, lúcida,
Ali ficava,
Não tinha para onde ir,
Muito menos fugir,

Naquela porta,
O nosso beijo aconteceu,
Naquela lareira,
O nosso amor ardeu,
E no meio de tal paixão,
Um dia...
Anoiteceu.