quarta-feira, 23 de julho de 2014

Desculpa

Desculpa se sofri,
Por não te ter amado
Desculpa se te vi,
Louco, cego e apaixonado.

Desculpa se fui doce,
E não soube amargar,
Desculpa,
Se não fui capaz de te amar.

Desculpa se foi erro,
Escolha,
Ou decisão,
Desculpa se foi tarde
Quando te dei a mão.

Desculpa se te ouvi,
Se te tive aqui,
Se fui ingénua
E te aceitei,
Tarde ou cedo,
Eu...
Paguei.

Desculpa,
Se não me sei desculpar,
Vai-te embora,
Tu não és ninguém
Para me poderes julgar!

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Sempre a sorrir

De Inverno,
Quando de mochila
Ás costas
Passava pé ante pé
Por aquela pequena casa,
Parava só para a ver,
Àquela idosa senhora
Que um dia gostaria de ser.
Entre gestos e palavras,
Sorria para mim,
Aquele sorriso
Que não partia com a saudade,
Que o vento não conseguira levar,
Que a amargura e dura vida,
Nunca conseguiu derrubar.

E que querida era
Aquela alegre e corajosa senhora,
Que sempre me vira passar
Entre docinhos e abraços
Vinha-me sempre saudar.

Contudo,
O Inverno,
Um dia teve que partir,
Pobre senhora,
Não conseguiu resistir.

A senhora velhinha,
Lá teve que partir,
Boa senhora
Morreu a sorrir.

NOTA:Este poema é dedicado a uma senhora amiga da família que morreu á pouco tempo.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Atenção!

Venho por este meio anunciar, que agora poderão também seguir, visitar e ler a minha poesia através do facebook.
Se gostarem metam gosto na página, muito obrigado por tudo.

https://www.facebook.com/pages/Um-poema-um-desabafo/466091780125649?ref=hl

Amor

Amor é arte
Para quem sabe
Ser artista,
É natureza,
É realidade,
Para quem sabe
Ser realista.

Amar não dói,
Não magoa,
Insinua-se,
Na multidão
Amar
É verbo
Com coração.

É olhar o mundo
Sempre feliz,
É ser fiel,
Humilde ao nosso
Companheiro,
Amor é raro,
Pois nunca vi um
Totalmente verdadeiro.

Amor,
Não trás dor,
Brota só
Em flor.

Embora

Sei que não sei
Quem és tu,
Se o soube,
Varreu-se-me,
Como as lembranças
Calorosas e carinhosas
Que me deixaste
No peito,
Aquele que incondicionalmente
Estaria aqui,
Para ti,
Viesse vento,
Viesse tornado,
Tu eras só tu,
O meu ser
Autenticamente encantado.

As esperanças,
Não são muitas
Como é de prever,
E a culpa é minha,
Só minha,
Totalmente minha,
Embora tu,
Seu louco,
Também tenhas dois dedos
De culpa,
De orgulho,
E não sabes quanto
É o mal
Que me causas,
Sinceramente,
Nem sei bem a razão,
Desta discussão,
Ou talvez deste perdão.

Agora,
Não há nada
A fazer,
Porque tu
Foste embora
Sem pedir permissão,
Foste embora,
E foi contigo,
Um pedaço
Do meu coração.