domingo, 26 de outubro de 2014

As tuas memórias

Fui feliz contigo
Até um dia
Tudo acabar,
Pensei ser
Muito mais
Que uma paixão
Deixei-me levar.

Quiseste
Ir-te embora
Não fui eu que te impedi
Foste para bem longe
Contudo,
Fui eu que sofri.

Agora,
Neste momento
De madrugada
Revejo as tuas memórias
De luz apagada
Pois sei,
Que não vais voltar
Talvez um dia
Me peças para te perdoar.

As tuas memórias
Essas cinzas
Dos teus cigarros passados
Se apagaram,
Mas mais ninguém
Nem mesmo eu
Se magoaram.

Porque é que não esqueces

Já não existem esperanças
Muito menos lembranças
Daquilo que um dia acabou
Por passar,
Já é tão tarde,
Tarde demais para voltar.

Será que me podes explicar
Essa tua insistência
Essa tua paciência comigo
Se eu estou aborrecida
De te dizer
Que não há mais nada
A dizer?
Porque é que não esqueces
De vez
Que um dia existi
E estava lá só para ti?

Deste-me a mão,
Não o teu coração
Agora,
Fica tu...
Só tu
E a solidão,
Porque eu já esqueci
Que um dia
Foste o meu mundo,
No outro?
Apenas um
Vagabundo.

Esquece!

sábado, 25 de outubro de 2014

O desejo

Sonhei contigo
Noite e dia,
Não sabes o porquê
Nem como,
Mas deste-me uma alegria
Tão grande
Que não me consigo declarar,
Queres que tente?
Pronto...pronto, vou tentar!

Entraste no meu mundo
Estava eu cá no meu canto,
Bastou-me sentir
A tua presença
Para eu te devolver
Todo o teu encanto,
Sim,
Tu és tão bela,
Tão linda,
Tão boa pessoa,
Que aos olhos de Deus,
Do mundo
A tua bondade sobrevoa.

Sinto-me
Como se tivesse
Ganho um tecto,
Que no passado
Algo cruel e doloroso
Me tinha roubado.

Sei que foram só
Sonhos,
Sonhos tais,
Que tu
Só alguém tão doce,
Mas no entanto
Tão fria,
Presenciou,
Foram memórias
Que o meu despertar
Levou.

Gostava tanto
De te ter conhecido,
De que este desejo,
Eu pudesse viver...
Por favor,
Volta!
Fica!
O mundo precisa de ti!
Hoje choro a tua ausência,
Respeito a tua essência,
E aqui,
Espero que um dia,
As portas desta mente
Se abram e eu te veja
Entrar,
Mas que desta vez
Seja realidade
E eu te possa abraçar.

Ainda espero por ti,
A esperança
Não morre,
Renasce a cada dia,
Esperarei por ti,
Vem!
Dá-me essa alegria.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O fim da Primavera

Já sinto,
Já cheiro,
Já pressinto
Que estás a acabar,
Estás acabada,
Estás demasiado fragilizada.
Para permaneceres
Para te manteres,
É hora de partires
E descobrires
O teu merecido descanso
Ficas tão linda
Deitada no teu manto amarelado
Tu partes
E deixas-nos a nós
E ao Verão,
Com o nosso sol estrelado.
Vai lá!
Vai,
Ó minha linda Primavera,
Vai, vai
Que pela próxima estação,
O caloroso Verão,
A gente espera.

Adeus,
Ó Primavera...
Da vida.

Olhar para ti

Só sei o teu nome,
Nada mais,
Talvez possa entrar
Em diálogo contigo...
Não, não...jamais.

Se te olho,
Fico sem visão,
Se te chamo,
Fico sem ar,
Talvez porque és a perfeição
Que eu sempre quis amar,
E levar, para além do infinito,
Ao teu lado,
Meu amor,
Seríamos o casal
Mais bonito!

E olha,
Sim, sim
Agora olha tu
Para mim,
Eu não falo por falar,
Nem olho
Sem querer,
Mas tu és tão doce,
Que só de te provar
Sou capaz de engordar
Cinco quilos de amor,
Oh...tu és tão lindo
Meu anjo com asas de condor.

Agora fico assim,
Só a olhar,
Até um dia
A falta de coragem
Me matar.