sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Se algum dia...

Se algum dia...
Tudo o que construí
Se desmoronar,
Eu vou sentir,
Que já valeu
A pena tentar.

Se algum dia...
Tudo o que conquistei
Quiser partir,
Eu não vou
Ser uma barreira
No seu caminho
A impedir,
Apenas o deixarei ir.

Se algum dia...
O meu sonho
Se realizar,
Eu  chorarei
De alegria,
Por chegar ao topo.

Se algum dia...
Eu encontrar
O meu novo alguém especial,
Vou ficar com ele,
Pois presentes
Nem sempre
Se recebem
No dia de Natal.

Se algum dia...
Eu construir um lar,
Eu finalmente
Vou-me levantar,
E brindar ao meu sucesso
Porque  depois de tudo
Isto,
Eu sim,
Mereço.

Por que és tu

Sabes porque és tu?
Por que foste o único
Príncipe
Que me soube resgatar,
Com esse sorriso
Estranho,
Tu conseguiste-me amar.

Sabes por que és tu?
Porque foste o único
Que se sacrificou
Por mim,
Mesmo sabendo
Que o que começamos
Um dia
Poderia ter fim,
Porque foste
O único
Que trouxeste
As borboletas
Para o meu jardim.

Sabes por que és tu?
Por que foste
O único
Por quem
Valeu a pena
Me apaixonar,
Porque entre
Tantas pessoas
Eu consegui-te
Encontrar.

Sabes por que és tu?
Porque agora és meu,
E este sentimento
É teu.

Lembra-me para esquecer

Lembra-me
Para esquecer,
Carinhos e elogios
Repentinos
Que me davas,
A forma
E as palavras
Que usavas
Quando me falavas.

Lembra-me
Para esquecer,
Promessas
E juras de amor,
Lembra-me
Para esquecer,
Olhares
E sorrisos
Sem dor.

Lembra-me
Para esquecer,
Momentos
E lembranças
Mas não me lembres
Para esquecer
As minhas últimas
Esperanças.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Eu não consigo

Eu não consigo
Admitir,
Que ainda
Estou apaixonada por ti,
Eu não consigo,
Dizer
Que te quero aqui.

Eu não consigo
Admitir,
Que ainda te amo,
E que todas
As noites,
É pelo teu nome
Que chamo.

Eu não consigo
Olhar,
Nos teus olhos,
E pedir
Para te ires embora,
Porque sinto
Que se o fizeres
É  o meu coração
Quem chora.

Eu não consigo
Admitir,
Que sem ti
O puzzle
Do meu coração
Não fica completo,
Eu não consigo
Admitir,
Que se não estou
Contigo,
É como se me
Tirassem
O próprio teto.

Eu não consigo
Admitir,
Que sem ti
É  como existir
Uma estrada
Que não tem fim,
Eu não consigo
Admitir,
Que se não te tiver
Perco metade
De mim.

Eu não consigo
Admitir,
Mas vou aproveitar
Este poema.
Para retratar
O que eu estou
A sentir.

Eu não consigo
Admitir,
Porém eu te amo,
É por ti,
Pelos teus sentimentos,
Pelo teu coração
Que neste momento
Chamo.

Eu não consigo
Admitir.

Ainda és tu

Ainda és tu,
Que fazes pular
O meu coração,
Ainda és tu
De quem me lembro
Ao ouvir a nossa canção.

Ainda és tu,
Que me fazes sorrir,
Quando o que
Eu mais quero
É  fugir.

Ainda és tu,
Que com um olhar
Me consegues
Reconquistar.

Ainda és tu,
Por quem
Eu tenho
Um grande sentimento,
É  de nós,
Que guardo
O melhor momento.

Ainda és tu,´
Quem eu quero
Ao meu lado,
Sentir o teu amor,
Sentir que estás apaixonado.

Ainda.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Poeta

Poeta escreve,
O que todos
Ousam escrever,
Poeta diz,
De maneira indiscreta,
O que tem
Para dizer.

Poeta toca-te
No coração,
De uma forma
Desconhecida
Que te faz
Engolir o não.

Poeta sente
Na alma,
Vive no coração,
Recorda momentos
Que passou
Com paixão.

Poeta escreve
Com sentido,
Com as ideias
No lugar,
Poeta apaixonado
Que sabe melhor
Do que ninguém
O que é amar.

Poeta,
Poetinha,
Faz-me
Reviver,
Momento de menina.

É a minha vida

Ao fim
De tantos anos passados,
Eu aprendi
A escolher,
Com quem
Vale a pena viver,
E quem,
Me faz sofrer.

Aprendi,
A excluir,
Falsidade,
A consumir
Sinceridade,
A respirar amor,
A fechar
A porta á dor,
A abraçar
Arrobas
De paixão,
E por fim
Dar um empurrão á solidão.

O tempo que passei,
Agarrada
Ao meu caderno,
Deu para escrever,
Um longo futuro,
Um sonho eterno.

Aprendi,
A sobreviver,
Para demonstrar
Que a mim
Ninguém me faz sofrer.

Esta é a minha vida,
Com principio,
Meio,
E fim,
Quando lerem este poema,
Vão lembrar-se
De mim.

O passado não tem lugar

O passado,
Já passou,
E dele nada
Se restaurou,
Porque o antes
Não tem lugar,
O tempo passado,
Não tem onde ficar.

As tragédias,
As mágoas,
Os pesadelos reais,
As verdades ocultas,
Tudo isto ficou
Para trás,
Porque eu não quero
Relembrar,
Pois eu não sou capaz.

O passado não tem lugar.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O que é que mudou?

Foi uma conversa
Não acabada?
Uma promessa
Quebrada?
Um aviso não executado?
Ou talvez,
Um pedido,
Mal formado?

Foi isso
Que mudou,
Algo entre nós?
Ou alguém,
Que não nos soube
Deixar sós?

Será que me podes explicar,
Que eu não estou
A entender?
Tu tens um novo amor,
Mas não me queres fazer sofrer?

Um olhar cruzado?
Um atraso mal justificado?
Uma verdade ocultada?
Talvez uma amizade
Mal criada?

O que é que mudou?
Alguém que não soube ouvir?
Alguém que nunca escutou?

Desconfiança

A peça do puzzle
Inacabado,
O único motivo,
A única razão,
De tudo
Ter acabado.

Única peça universal,
Acaba com a verdade
Ocultada,
Desvenda todo o mal,
De uma forma arriscada.

Tríplice da verdade,
Acaba com mil males,
Enterra a maldade,
Planta bondade.

É  a desconfiança,
Uma nova aliança.

O corvo negro

Passeio no meio
Da floresta,
Refletindo,
No que nunca refleti.

Passo,
A passo,
Vou vagueando,
Mas num minuto,
Num segundo,
Há algo
Que me faz parar,
É um corvo
De cor negra,
Que por cima de mim,
De atreve
A planar.

Continuo,
O meu passeio matinal,
Pássaro perseguidor,
Que não me larga,
Parecendo
Querer
Fazer-me mal.

Paro,
Excuto,
E olho,
Ele também parou,
No minuto
Em que reajo,
Ave rara
Já levantou voo.

Corvo negro,
Que mal,
Eu te fiz,
Para me perseguires,
E não me deixares
Retomar caminho,
Feliz?

Negro,
Na alma,
E no perturbante
Ser,
Cor de solidão insólita,
Que não me deixa erguer.