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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Quando escrevo

Quando escrevo calo-me,
Resultado de imagem para quando escrevoGosto de ouvir bem as palavras,
A sua articulação,
A sua acentuação,
E aquilo que me querem mostrar.
Assim convém que me cale
Que não fale,
Para que elas se façam ouvir.
Sei lá...eu gosto é de sentir!

Quando escrevo
Dou a minha mão ao lápis
Para que ele me possa guiar,
Tal como uma bússola
Ele melhor que ninguém
Sabe que direção quero tomar.

Quando escrevo
Viajo numa bola de sabão
Daquelas redondinhas
E muito abrilhantadas,
Confesso que se me incomodam
Fujo e fico atrapalhada
Tenho medo da inquisição
Porque se me perguntarem se escrevo
Terei de dizer que não.

Mas quando escrevo...

Bom dia

Olá!Muito bom dia a todos vós que me acompanham desse lado. Hoje vim também partilhar convosco a minha página no Facebook onde também coloco os meus poemas, caso também me queiram seguir lá e continuarem atentos ás minhas publicações.Aqui fica https://www.facebook.com/Um-poema-um-desabafo-466091780125649/ .Aguardo a vossa visita.
Um beijinho enorme e um excelente dia para todos vós.Sejam felizes!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Palavras não

Resultado de imagem para palavras nãoNão, não, não
Palavras não!
Que tantas já tenho
E de nada me valem
Para além de te conseguirem calar.

Estou cheia de palavras
Palavretes,
Palavrões,
Palavrinhas muito mesquinhas
Que só me atormentam
E nada me dão,
Pensam que são poesia
Mas poesia toca-me a alma
E não me amarra o coração.

Já disse!
Palavras não!

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Já fui quase milionária,sabes?

Não sei se te contei
Não sei se anotei,
Nem mesmo se estive quase lá
Mas no fim me calei,
Mas já quase fui milionária!

Não tinha muito...
Tinha o suficiente!
Tinha o teu pai
E tê-lo ja era como ter
A sorte grande,
Era como ter Deus do meu lado,
Mas só ao meu e de mais ninguém
Eu pudia não ser perfeita
Mas ele acabava por me fazer
Tão bem!

Tinha duas água-marinhas
No lugar dos olhos
Um narizinho de bebé
E quando abria a boca
Era como se pudesse observar
O amanhecer entre aqueles recantos
A qualquer hora do dia.

Já fui quase milionária
E quando nasceste tu,Júnior,
Aí tive a certeza
Que era a pessoa mais rica
Do Universo,
Tinha dois mundos
E odiava-os em sentido inverso!
Já fui quase milionária,sabes?

Obscuridade

Estou perante o túnel
Que a noite desenhou
Para mim
É tempo de pensar na vida
De relembrar emoções,
De juntar corações partidos
Empilhados de sensações.

Ainda tenho muito pela frente
Para trás ainda não olhei,
—Ó alma efémera
Qual das vossas presenças
Me darás,
A estrela guia do Oriente,
Ou a supernova de Monsaraz?

Perdida não estou!
Duvidosa do meu redor talvez
Mas eu sou jovem
Com um coração bondoso
E irei resolver-me de uma só vez.

O dia está a vir!
Vou-me retirar,
Adeus ó noite!
Adeus!
Vieram-me salvar.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Não sei como dizer-te

Não sei como dizer-te
Que o teu olhar
É como um farol que me guia
Numa madrugada
De nevoeiro,
Logo a mim, que nunca fui de mar
Nem de amar,
E agora me cobres por inteiro.

Não sei como dizer-te
Que me cegas
Com a geleia enlouquente
Das tuas palavras,
Sei que são poucas,
Raras até,
E sinceramente ainda não entendi
Porque é que quando
As vais dizer as travas?

Não sei mesmo como dizer-te
Que este caso se  começa
A agravar,
O médico diz que me diagnosticou
Paixoneta aguda,
Mas cá para mim
Ele só está a inventar.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Ó mãe

Ó mãe, o mundo anda tão pobre!
Já ninguém ama
Todos se matam
E ninguém os socorre!

Ó mãe, minha mãe, vê só!
Há quem tenha muito
Outros nada têm
E neste meu país
São mais os que vão
Do que os que vêm.

Ó mãe, mãezinha
Olha que eles criam tudo
E destroem em demasia,
Mãe, leva-me mãe
Senão eles acabam
Com a minha poesia.

Ó minha mãe!