terça-feira, 23 de dezembro de 2014

ATENÇÃO!

Boa tarde, venho por este meio desejar a todos os visitantes, leitores e apreciadores da minha poesia, um Feliz Natal.
  Espero que estejam todos reunidos nesse dia que será memorável para todos.
   Daqui a pouco tempo, haverá novidades.
   Felicidades para todos vocês e vossas famílias, beijos e abraços.
     

                                                                                                          Emília Silva
                                                                                                     

domingo, 7 de dezembro de 2014

Lembrança

Hoje penso,
Só por pensar,
Não tenho algo
Que me volte
A fazer animar.

Na minha mala
Já só se encontram
Palavras,
Meras palavras,
Sem sentido,
Mas com direcção,
Direitas ao teu coração.

A única lembrança...
O tempo levou,
O sol queimou,
A chuva molhou,
A memória esqueceu,
Com os anos morreu...

Sim,
Lembranças também
Morrem,
Assim como tu
Para mim.

Foste um ponto
Final,
Fizeste-me de refém.
Fizeste-me mal.

Os outros

Porque é que os outros
Podem falar
Mas tu não?
Porque é que os outros
Querem sempre
Estar do lado da razão?

Porque é que os outros
Não são livres,
Mas tu sim?
Porque é que
Isto é assim
Tão ruim?

Porque é que os outros
São fiéis,
Mas tu não?
Porque é que os outros cumprem
As promessas,
E tu vives na desilusão?

Porque é que os outros
Não sentem,
Mas tu sim?
Que aquele que te rodeia
Te engana,
Que é alguém ruim?

Porque é que os outros
Choram,
Mas tu não?
Porque é que eles têm
Um vazio no peito,
E tu um coração?

Porquê os outros?

Um pouco mais...

Serei forte
Como tu tiveste
Que ser,
Serei livre
Como tu gostavas
De ver.

Voarei daqui,
Até ao ventrículo
Do teu coração,
Olharei por ti,
Mesmo sem noção.

Queria um abraço teu,
Mas isso é impossível,
Queria que fosses meu,
Queria esta situação
Bem previsível.

Espera por mim,
Guarda forças
Para quando te for buscar,
Isto vai ser mesmo assim,
Mais ninguém
Te vai poder magoar.

Um pouco mais...

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Livre de ti

Já estou farta
De pensar,
Já estou farta
De chorar,
Decidi
Vou deixar de te amar.

Vou ruar por aí,
Até por fim
Voltar a acreditar
Em mim,
Em ti...
Em nós.

Foste tão pérfido
Tal bandido
Que me fiz esquecer
Que me eras
Tão querido.

Vou sair
Sem hora marcada
Para voltar,
Pois decidi
Que vou desistir...
Vou ser livre de ti.

Parte de mim

Fui apenas
Uma ilusão,
Eu não fui palavra
Adeus ou perdão.

Tentei prender-me
Aos teus últimos raios
De sangue,
Mas até esses se esvaíram
Num manto negro
Sedento de solidão,
De crueldade,
Raiva ou apenas traição.

Parti contigo
E nem me pressentis-te
Irromper
O teu delicado peito,
Aquele que deu a alma
Às balas,
Às espadas
Às guerras armadas,
Por mim,
Tu foste menos ruim.

Se não parti,
Parto agora
Ao ver-te deitar
O meu sentimento
Fora.


domingo, 26 de outubro de 2014

As tuas memórias

Fui feliz contigo
Até um dia
Tudo acabar,
Pensei ser
Muito mais
Que uma paixão
Deixei-me levar.

Quiseste
Ir-te embora
Não fui eu que te impedi
Foste para bem longe
Contudo,
Fui eu que sofri.

Agora,
Neste momento
De madrugada
Revejo as tuas memórias
De luz apagada
Pois sei,
Que não vais voltar
Talvez um dia
Me peças para te perdoar.

As tuas memórias
Essas cinzas
Dos teus cigarros passados
Se apagaram,
Mas mais ninguém
Nem mesmo eu
Se magoaram.

Porque é que não esqueces

Já não existem esperanças
Muito menos lembranças
Daquilo que um dia acabou
Por passar,
Já é tão tarde,
Tarde demais para voltar.

Será que me podes explicar
Essa tua insistência
Essa tua paciência comigo
Se eu estou aborrecida
De te dizer
Que não há mais nada
A dizer?
Porque é que não esqueces
De vez
Que um dia existi
E estava lá só para ti?

Deste-me a mão,
Não o teu coração
Agora,
Fica tu...
Só tu
E a solidão,
Porque eu já esqueci
Que um dia
Foste o meu mundo,
No outro?
Apenas um
Vagabundo.

Esquece!

sábado, 25 de outubro de 2014

O desejo

Sonhei contigo
Noite e dia,
Não sabes o porquê
Nem como,
Mas deste-me uma alegria
Tão grande
Que não me consigo declarar,
Queres que tente?
Pronto...pronto, vou tentar!

Entraste no meu mundo
Estava eu cá no meu canto,
Bastou-me sentir
A tua presença
Para eu te devolver
Todo o teu encanto,
Sim,
Tu és tão bela,
Tão linda,
Tão boa pessoa,
Que aos olhos de Deus,
Do mundo
A tua bondade sobrevoa.

Sinto-me
Como se tivesse
Ganho um tecto,
Que no passado
Algo cruel e doloroso
Me tinha roubado.

Sei que foram só
Sonhos,
Sonhos tais,
Que tu
Só alguém tão doce,
Mas no entanto
Tão fria,
Presenciou,
Foram memórias
Que o meu despertar
Levou.

Gostava tanto
De te ter conhecido,
De que este desejo,
Eu pudesse viver...
Por favor,
Volta!
Fica!
O mundo precisa de ti!
Hoje choro a tua ausência,
Respeito a tua essência,
E aqui,
Espero que um dia,
As portas desta mente
Se abram e eu te veja
Entrar,
Mas que desta vez
Seja realidade
E eu te possa abraçar.

Ainda espero por ti,
A esperança
Não morre,
Renasce a cada dia,
Esperarei por ti,
Vem!
Dá-me essa alegria.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O fim da Primavera

Já sinto,
Já cheiro,
Já pressinto
Que estás a acabar,
Estás acabada,
Estás demasiado fragilizada.
Para permaneceres
Para te manteres,
É hora de partires
E descobrires
O teu merecido descanso
Ficas tão linda
Deitada no teu manto amarelado
Tu partes
E deixas-nos a nós
E ao Verão,
Com o nosso sol estrelado.
Vai lá!
Vai,
Ó minha linda Primavera,
Vai, vai
Que pela próxima estação,
O caloroso Verão,
A gente espera.

Adeus,
Ó Primavera...
Da vida.

Olhar para ti

Só sei o teu nome,
Nada mais,
Talvez possa entrar
Em diálogo contigo...
Não, não...jamais.

Se te olho,
Fico sem visão,
Se te chamo,
Fico sem ar,
Talvez porque és a perfeição
Que eu sempre quis amar,
E levar, para além do infinito,
Ao teu lado,
Meu amor,
Seríamos o casal
Mais bonito!

E olha,
Sim, sim
Agora olha tu
Para mim,
Eu não falo por falar,
Nem olho
Sem querer,
Mas tu és tão doce,
Que só de te provar
Sou capaz de engordar
Cinco quilos de amor,
Oh...tu és tão lindo
Meu anjo com asas de condor.

Agora fico assim,
Só a olhar,
Até um dia
A falta de coragem
Me matar.

sábado, 6 de setembro de 2014

Depois do adeus

Pensei vir a sofrer,
Pensei nunca mais te ver,
Deixei de acreditar
Que iria
Um dia te encontrar,
Perto de mim,
Junto de um jardim,
Tu voltaste
Para me resgatar,
Não cumpriste
A promessa e levaste-me contigo,
Hoje,
Olhando o teu rosto,
Tenho a certeza,
Não eras só um amigo.


Mão

Tu que me ajudas,
Tu que me recusas,
Tu que me acolhes
E socorres,
Quando mais ninguém o faz,
Porque és sempre tu
Nas coisas boas
E até nas más?

Tu que me envolves
Nos teus dedos,
E dizes ser só tua,
Tu que momentos depois
Com frieza e maldade
Me apontas a rua.

Aí mão,
Sou fantoche,
Sou trapo velho
Nessa tua indecisão.

Mão...

sábado, 30 de agosto de 2014

Estranhamente

Estranhamente vives da poesia,
Como o mágico da magia,
Estranhamente vives assim,
Vida complicada sem limites,
Sem fim.

Estranhamente amas alguém,
Sem coração,
Que não te quer bem,
Alguém com má intenção.

Estranhamente é a vida,
Estranho,
É esse teu ser,
Que só veio à vida,
Talvez
Só para sofrer.

Oh...oh,
Estranhamente,
Estranhamente.


Girrasol

Passo a passo,
Atravessei aquela porta encarnada,
Do outro lado da sala,
Chorava uma flor desamparada.

Túlipa, rosa,
Ou girassol,
Não sei o que era,
Mas flor,
Tal flor vi,
Que não me deixou
À espera.

Entre pétalas,
E pecíolos,
Me pediu para dançar,
Entre lágrimas
E perdões,
Pediu para eu não
A deixar.

No meio de um abraço
Disse-me que sim,
Era um girassol,
E eu o seu jasmim.

Juntos fomos,
Um dia ao altar,
Girassol pequeno
Parou de chorar.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Ao teu encontro

Já escolhi
O vestido,
O perfume,
E até o sentimento
Que te hei de
Dar,
O que quero hoje
É simplesmente
Agradar-te.

Quero tanto
Encontrar-te,
Dizer o quanto
Te amo,
O quanto
És tudo para mim,
Só te peço:
-"O que começarmos,
Não pode ter um fim."

Vou ao teu encontro,
Meus galanteador,
És tudo para mim,
O meu anjo,
Com asas de condor.

Ao teu encontro.

Mulher

Ó bela,
Como eu te Venero,
Minha Primavera
Em flor,
Ó meu amor.

Teus cabelos
Ao vento,
Aí bela,
São para mim
Um verdadeiro tormento.

Os teus olhos,
Ó bela,
Eu não posso olhar,
Pobre
De quem os olhe
E não saiba amar.

Da tua boca
Ó bela,
Eu já não sei
Falar,
Um dia beijei-a
E fiquei
Sem ar.

És a bela
Mais bonita,
Que eu já vi,
És a tela maior,
Que com tons de canela,
Eu,
Sortudo,
Um dia colori.

És aquela
Guerreira,
Por quem perderia a vida inteira.

És especial,
Cristalina
Como o mais
Puro diamante,
És única,
És natural,
És tão interessante.

Mulher,
Sentimental,
Deixa todos,
Menos aquele
Alguém especial.

Eu sei

Hoje,
Dia quatro de Março,
Encontro-me
Aqui,
No nosso quarto,
Deitada na nossa cama,
Pensando
Em tudo,
Para depois acabar a pensar
Em nada,
Hum...hum...
É melhor
Ficar calada.

Por mais
Que tu,
Aquele amante
Do meu corpo inteiro,
Negues,
E digas que é mentira,
Eu sei que é verdade,
Tu ainda sentes algo,
E eu, pela minha alma
Vou-te fazer voltar,
Com facilidade.

Eu sei
Que foi
Para reconquistarmos sonhos,
Mas sem ti
Sinto que perdi,
Metade de mim,
Metade do meu rosto.

Eu sei,
Que o futuro
Está mais perto
Do que possas imaginar,
Eu sei,
Que o teu corpo
Ainda me vai amar.

Só gostava
Que soubesses,
Que eu me encontro
Com a cabeça vazia à tua procura.
Eu sei que é estranho,
Mas eu conformei-me,
Simplesmente não te dei tudo
De mim, escondi-me cá dentro,
Pois assim, receei,
Ficaríamos mais perto
De um fim.

Tranquilizo-me,
Eu sei
Que amei,
Eu sei
Que fui amada,
Mas chegou o momento,
Chegou a hora,
De dar esta situação
Como acabada.

Eu sei...



sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Decidi

Se amanhã,
Por ocasião
Ou vontade própria,
Te decidires
A voltar,
Não te espantes,
Não me interrogues!

Sim,
Decidi mudar,
O que foi?
Apeteceu-me,
Também tenho
Direito!
Lembrei-me
De renovar,
E de me começar
A habituar,
A este silêncio.

Decidi abrir
Um pequeno
Pedaço do meu coração,
Mas descansa,
Não é para ti,
Seu ladrão.

Decidi mudar,
Mudar de hábitos
Vícios,
Criar novas amizades
E remover falsidades.

Decidi
Mudar,
Se não gostas,
Ninguém te obriga a ficar.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Conquistei

Conquistei,
Algo conquistado,
Conquistei
Um condado.

Conquistei
Algo impossível,
Conquistei
Um lugar incrível.

Conquistei
Algo de pasmar,
Conquistei um lugar
Para amar.

Conquistei
Alguém apaixonado,
Conquistei
O meu namorado.

Conquistei,
Algo desde bem cedo,
Conquistei
O teu medo.

Conquistei,
Uma pessoa amada,
Conquistei,
Gente fantasiada.

Conquistei,
A pessoa errada,
Conquistei
A história passada.

Conquistei
A esperança,
Conquistei
Uma aliança.

Conquista,
De conquistadora,
Conquista
De alguém especial,
Não de uma amadora.

Ninguém

Ninguém,
Ninguém,
Sabe o que é amar,
Olhar nos olhos da pessoa amada
E começar a viajar.

Ninguém,
Ninguém,
Nunca sentiu
Realmente a dor,
Ninguém sabe ao certo
O quanto dói,
Nem tão pouco
Como rouba o amor.

Ninguém,
Ninguém,
Sabe ao certo
Como se deve
Viver a vida,
Se ela é lenta,
Ou talvez uma corrida.

Ninguém,
Ninguém,
Sabe nada,
Ninguém,
Ninguém,
Faz sempre a escolha acertada.

Ninguém,
Ó meu bem!

Lágrima

-"Sua gota miserável,
Sua água descartável,
Qual é a tua função?
Fazer-me sofrer de novo
Por alguém capaz
De me dar um não?"

-"Ora, ora,
Aqui a fraca
Não sou eu,
Não fui quem perdeu
O que era meu".

-"Lágrima traquina,
Bem podes tagarelar,
Eu estou bem assim,
E não é por culpa
Tua,
Que eu vou chorar."

-"Desisto,
Não estou para me humilhar".

-"Desiste,
Mas desiste
De uma só vez,
E que isto não se repita
Outra vez":

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Desculpa

Desculpa se sofri,
Por não te ter amado
Desculpa se te vi,
Louco, cego e apaixonado.

Desculpa se fui doce,
E não soube amargar,
Desculpa,
Se não fui capaz de te amar.

Desculpa se foi erro,
Escolha,
Ou decisão,
Desculpa se foi tarde
Quando te dei a mão.

Desculpa se te ouvi,
Se te tive aqui,
Se fui ingénua
E te aceitei,
Tarde ou cedo,
Eu...
Paguei.

Desculpa,
Se não me sei desculpar,
Vai-te embora,
Tu não és ninguém
Para me poderes julgar!

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Sempre a sorrir

De Inverno,
Quando de mochila
Ás costas
Passava pé ante pé
Por aquela pequena casa,
Parava só para a ver,
Àquela idosa senhora
Que um dia gostaria de ser.
Entre gestos e palavras,
Sorria para mim,
Aquele sorriso
Que não partia com a saudade,
Que o vento não conseguira levar,
Que a amargura e dura vida,
Nunca conseguiu derrubar.

E que querida era
Aquela alegre e corajosa senhora,
Que sempre me vira passar
Entre docinhos e abraços
Vinha-me sempre saudar.

Contudo,
O Inverno,
Um dia teve que partir,
Pobre senhora,
Não conseguiu resistir.

A senhora velhinha,
Lá teve que partir,
Boa senhora
Morreu a sorrir.

NOTA:Este poema é dedicado a uma senhora amiga da família que morreu á pouco tempo.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Atenção!

Venho por este meio anunciar, que agora poderão também seguir, visitar e ler a minha poesia através do facebook.
Se gostarem metam gosto na página, muito obrigado por tudo.

https://www.facebook.com/pages/Um-poema-um-desabafo/466091780125649?ref=hl

Amor

Amor é arte
Para quem sabe
Ser artista,
É natureza,
É realidade,
Para quem sabe
Ser realista.

Amar não dói,
Não magoa,
Insinua-se,
Na multidão
Amar
É verbo
Com coração.

É olhar o mundo
Sempre feliz,
É ser fiel,
Humilde ao nosso
Companheiro,
Amor é raro,
Pois nunca vi um
Totalmente verdadeiro.

Amor,
Não trás dor,
Brota só
Em flor.

Embora

Sei que não sei
Quem és tu,
Se o soube,
Varreu-se-me,
Como as lembranças
Calorosas e carinhosas
Que me deixaste
No peito,
Aquele que incondicionalmente
Estaria aqui,
Para ti,
Viesse vento,
Viesse tornado,
Tu eras só tu,
O meu ser
Autenticamente encantado.

As esperanças,
Não são muitas
Como é de prever,
E a culpa é minha,
Só minha,
Totalmente minha,
Embora tu,
Seu louco,
Também tenhas dois dedos
De culpa,
De orgulho,
E não sabes quanto
É o mal
Que me causas,
Sinceramente,
Nem sei bem a razão,
Desta discussão,
Ou talvez deste perdão.

Agora,
Não há nada
A fazer,
Porque tu
Foste embora
Sem pedir permissão,
Foste embora,
E foi contigo,
Um pedaço
Do meu coração.


domingo, 29 de junho de 2014

Ó flor do meu jardim

Ó Rosa,
Rosa do meu jardim,
Flor dos meus versos,
Brota para mim,
Minha pérola de marfim.

Rosa,
Não te feches flor,
Abre a porta da tua alma,
Dança para mim,
Amor.

Ó menina,
Menina que me fascina,
Porque me conquistaste?
Ó tu,
Porque me aclamaste?

Ó flor,
Vem cá,
Vem,
Não fujas de mim,
Não fujas serei terrestre,
Permanece no meu
Puro e esbelto jardim.

Ó flor,
Só tu me entendes,
Meu anjo de condor.

terça-feira, 17 de junho de 2014

A tua ausência

Já não escrevo
Á dias, noites, horas,
Minutos, segundos,
E a culpa é tua,
Esta tua ausência
Causa em mim
Uma morte lenta
Mas cruel,
Ruim,
Absurda,
Ridícula,
Mas sentida,
Com todo o sofrimento
Que me deixaste.

Não sei onde estás,
Nem como vais voltar,
Não sei onde estou,
Muito menos para onde vou.

A escolha foi tua,
E só tu te podes redimir,
A opção era tua,
Mas tu,
Seu ser insolente,
Monótono,
Preferiste desistir.

És um fraco,
Mas és tudo para mim,
Eu sei que não posso,
Porque também não quero,
E ninguém se atreve
A cair na tentação,
De bater à tua porta,
E sussurrar um sim
Ao teu coração.

Eu não posso,
Porque tu não mereces,
Porque tu desvalorizas.

Esta ausência,
É um peso pesado
Na minha consciência.

sábado, 31 de maio de 2014

Mãe

Tu que és
Rosa,
Que me dás
A cor,
Tu que és
Prosa,
Tu que és
Meu amor,
Tu que me aclamas,
Que me amas,
Com todo o coração,
Tu que me apoias,
Ó tu que me dás
A mão.

Tu que és
Maré alta,
Que me inundou,
Ninfa do Tejo
Que me hipnotizou.

Tu que és
Minha,
Ó bela rainha!

Tu,
Ó mãe,
És tudo para mim,
És o meu bem.

ATENÇÃO:Este poema, é dedicado, a uma pessoa muito especial para mim, a minha mãe.

De regresso

Não adianta
Falares,
Pronunciares
Que tinhas razão,
Não gastes
Palavras,
Rouba-me o ar,
Dá-me um beijo
Daqueles de fazer
Chorar.

Sim,
Eu sei que sabes
Que sabias,
Que eu voltava,
Sei que pensas
Que só parti
Porque não te amava.

Pura mentira!

Fui ingénua,
Fui em busca da felicidade,
E esqueci-me,
Que ela
Eras tu,
A minha cara metade.

Regressei,
Pois sempre te amei,
Estou de regresso!

Temporal de amor

Apaixonada,
Num cantinho
Do meu canto,
Penso,
Em que sei pensar.

Lá fora,
Cai um raio de ternura,
Gotas de amor,
Ventos de saudade pura,
Que demoliram,
A dor.

Sinto um frio,
Aquecido,
Na minha cabeça
Cai um beijo doce,
De tão amargo,
Nunca antes pedido.

Na janela embaciada,
O vento desenhou,
Um coração de loucura,
Uma tontura,
Que me abalou.

Um pronunciar
No ar,
Um suspiro
A finalizar.

Temporal do bem.

Respeita

Respeita,
O meu passado,
Liberta,
O meu presente,
Dá-me o futuro desejado,
Aceita o pedido
Pendente.

Respeita,
O meu coração,
Lê as regras,
Não brinques com a situação.

Respeita,
A minha decisão,
Não implores,
Não me impeças,
De te dar
Um não.

Respeita
Se queres
Ser respeitado,
Desrespeita,
E não serás
Aceitado.