Com ar de alguém doente,
Ainda estás vivo
Mas já te fazes ausente.
O teu olhar perturba
Quem te quer tocar,
Não deixas que ninguém te olhe,
Desfolhe,
Ou te ame,
Porque já pensas saber,
O teu destino,
Ai menino,
O que te irá acontecer!
Os teus cabelos
Mais secos do que o próprio
Deserto,
As tuas mãos, em forma
De coração aberto,
Chamam-me até ti.
Calma,
Irás viver apenas
Um sono profundo,
E quando acordares,
(Tu vais mesmo acordar!)
E eu vou estar aqui.
(Para te resguardar).
Os teus lábios
Estão negros, assim
Como o teu próprio
Teto,
Estão também vazios,
E eu, estou aqui perto,
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