De abril, por pura ironia
Ainda te escrevo,
Por muito que não mereças
Nem leias metade
Dos poemas que te evoco,
Nem as palavras
Com que te amo as beijas,
E elas não sou eu,
E tu...tu…
Tu nunca serás meu,
Nunca foste de ninguém
Dizes mão te quereres prender,
Mas meu menino,
O amor não é prisão,
És seres fiel
E teres no peito
Uma única paixão,
Mas se essa é a tua decisão,
Nada nem ninguém
Te poderá condenar,
Mas perdoar?
Perdoar sim,
Até porque nunca
Se nega o perdão
A alguém sem qualquer noção.
Hoje, morres-te para mim!